terça-feira, 22 de julho de 2014

O modelo dos modelos e o Atendimento Educacional Especializado

Para o senhor Palomar o modelo ideal deveria ser construído na mente, o mais perfeito, lógico e geométrico possível. É preciso trabalhar com essa pessoa, reconhecendo as diferenças, buscando sua participação e o seu progresso.
O texto “O modelo dos modelos” de Ítalo Calvino, nos faz crer que não existem verdades absolutas, modelos perfeitos, pois sempre devemos observar a realidade e suas transformações  temos uma relação distinta da visão que o senhor palomar tinha das pessoas.  A realidade da vida é dinâmica, portanto, a construção do conhecimento deve ser acessível a todos.  Inclusão é pensar antes de tudo a pessoa como parte constituinte de um todo e nesta perspectiva construir a autonomia e a independência dos mesmos. Na educação inclusiva não existe um modelo a ser seguido. È função do professor do AEE buscar formas e parcerias para a efetivação dos direitos sociais de todos os alunos. Nosso papel é esse: construir e desconstruir modelos. Tentar sem ter medo de errar na tentativa de encontrar aquilo que seja útil e possível. Aprender a aprender aquilo que parecia ser um modelo perfeito! È um constante recomeçar!

È preciso portanto, mudar os conceitos e observar o outro como sujeito de potencialidades, habilidades e necessidades.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Pictogramas de comunicação aumentativa e alternativa

Os pictogramas ou símbolos de comunicação são vastamente utilizados para o trabalho com jovens com problemas de comunicação e necessitam de recorrer a Sistemas Aumentativos e Alternativos de Comunicação (SAAC). Pessoas com paralisia cerebral e autismo sem competência leitora são populações que usualmente integram símbolos de comunicação nos seus SAAC.  Um sistema de comunicação não se caracteriza unicamente pelos símbolos que são utilizados e, certamente, que não nos devemos limitar aos comercialmente mais conhecidos. O importante é que os símbolos sejam funcionais e percetÍveis para o seu utilizador e que o outro interveniente receba um feedback auditivo e/ou visual igualmente perceptível especialmente concebido para perturbações do espectro do autismo mas aplicável a outras perturbações de comunicação. Podem ser usados para qualquer idade  levando em conta sua escolaridade e conhecimento já adquiridos. O pictograma escolhido sinalização de segurança deverá existir em todos os locais de trabalho, qualquer que seja a actividade, para abranger quer os trabalhadores quer todos aqueles que temporariamente aí se encontrem (ex.: visitas, fornecedores, prestadores de serviços externos), mas também nos locais que habitualmente se encontram abertos ao público.
Veja alguns pictogramas de comunicação:
TÍTULO: Sinalização de Segurança e Saúde.
AUTORIA: Factor Segurança, Lda
 PUBLICAÇÕES: TECNOMETAL n.º 143 (Novembro/Dezembro de 2002)


O papel social da Tecnologia Assistiva
“Deficiente” é aquele que não consegue modificar sua
vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da
sociedade em que vive, sem ter consciência de que é
dono do seu destino.
“Louco” é quem não procura ser feliz com o que possui.
“Cego” é aquele que não vê seu próximo morrer de frio,
de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros
problemas e pequenas dores.
“Surdo” é aquele que não tem tempo de ouvir um
desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois
está sempre apressado para o trabalho e quer garantir
seus tostões no fim do mês.
“Mudo” é aquele que não consegue falar o que sente e
se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
“Paralítico” é quem não consegue andar na direção
daqueles que precisam de sua ajuda.
“Diabético” é quem não consegue ser doce.
“Anão” é quem não sabe deixar o amor crescer.
Renata Vilella 

Araword é uma aplicação informática livre, enquadrada num conjunto de aplicações para a comunicação aumentativa e alternativa, que consiste num processador de texto que permite a escrita simultânea de texto e de pictogramas, facilitando a elaboração de materiais e a sua adaptação para pessoas com dificuldades a nível da comunicação funcional.

Veja alguns exemplos abaixo:
 JOGO CARA A CARA ATIVIDADE DE PALAVRAS CRUZADAS COMEÇANDO A BRINCADEIRA ESCREVA PALAVRAS COM A LETRA A. GOSTOU? ESCOLHA OUTRA LETRA PARA BRINCAR. SEPARE OS BRINQUEDOS QUE VOCÊ MAIS GOSTA E ESCREVA O NOME DELES. SEPARE BRINQUEDOS QUE COMEÇAM COM AS LETRAS A, E, I, O, E U. A ATIVIDADE A SEGUIR ESTIMULA: LEITURA ESCRITA COORDENAÇÃO MOTORA FINA
Público alvo: Crianças até oito anos.
Local de utilização: Sala de aula comum e Sala de Recursos Multifuncionais.
O professor do AEE utilizará o jogo e o caderno de atividades como recurso para ajudar na alfabetização do aluno. 

terça-feira, 15 de abril de 2014

SURDOCEGUEIRA E DMU



        

São consideradas DMU aquelas pessoas que” tem mais de uma deficiência associada. È uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas de deficiências que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social”.(MEC/SEES, 2.002)

Favorecer o desenvolvimento do esquema corporal da pessoa com DMU é de extrema importância. Através do corpo ela é capaz de comunicar-se com o mundo e perceber a si mesma buscando sua verticalidade, equilíbrio, autonomia e aperfeiçoamento da coordenação viso motora global e fina.

A pessoa  com DMU possui características específicas e peculiares com necessidades únicas. È necessário focar dois aspectos importantes: a comunicação e o posicionamento para elaboração de situações de aprendizagens a serem desenvolvidas no processo de inclusão.
 No processo de comunicação deve-se respeitar sua individualidade proporcionando autonomia e independência ficando atento a qualquer sinal de comunicação para que o mesmo possa ser respondido de imediato.

Com relação ao posicionamento é indispensável uma boa adequação postural para que possa fazer uso de gestos e movimentos para se comunicar com o meio.

As pessoas com surdocegueira são classificadas por quatro grupos: Indivíduos que eram cegos e se tornaram surdos, que eram surdos e se tornaram cegos, que se tornaram surdocegos ou que nasceram ou adquiriram a surdocegueira.

È necessário incentivar e ensinar a pessoa com DMU ou Surdocegueira de como usar sua audição, visão e os outros sentidos para que  sua curiosidade  venha manifestar-se em uma constante interação com o meio.

A interação do professor do AEE com a escola e principalmente com os professores de sala de aula comum visa a compartilhar informações, orientações e a realizar avaliação do aluno levando em conta as situações  para o desenvolvimento do conhecimento e aquisição da comunicação para os alunos com DMU e surdocegueira usando adequações que incluem e superem desafios.
 

domingo, 9 de março de 2014

A EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ


A Política Nacional de Educação Especial, numa perspectiva inclusiva, não considera a pessoa com surdez como deficiente, pois ela tem perda sensorial auditiva, ou seja, possui surdez, o que a limita biologicamente para essa função perceptiva. O AEE para os alunos com surdez, estabelece como ponto de partida a compreensão e o reconhecimento do potencial e das capacidades dessas pessoas, vislumbrando o seu pleno desenvolvimento a aprendizagem. O atendimento a esses alunos é reconhecido e assegurado por dispositivos legais que determinam o direito a uma educação bilíngue, em todo processo educativo. A pessoa com surdez vive numa situação bilíngue, a língua oral dos ouvintes e a língua de sinais da comunidade surda; sendo a língua de sinais a primeira língua dos surdos, uma língua com estrutura gramatical, uma comunicação total, linguagem gestual, os textos orais, os textos escritos e as interações sociais. A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) vem ao encontro do propósito de mudanças no ambiente escolar e nas práticas sociais\institucionais para promover a participação e aprendizagem dos alunos com surdez na escola comum. 
Pensar e construir uma prática pedagógica que assuma a abordagem bilíngue e se volte para o desenvolvimento das potencialidades da PS na escola é fazer com que esta instituição esteja preparada para compreender cada pessoa em suas potencialidades, singularidades e diferenças e em seus contextos de vida. O Decreto 5626/ 5 regulamenta a organização das turmas bilíngues, com alunos surdos e ouvintes num mesmo espaço educacional, tornando uma escola inclusiva com práticas pedagógicas alteradas e não com perfil de escola segregadora. Segundo Perlim, a língua portuguesa é um desafio para a pessoa com surdez, mas são totalmente capazes de assimilá-la. Consideramos que a escola comum é a melhor escola para as pessoas com surdez. A escola comum precisa ter professores que conheçam a Língua de Sinais. Mas, mais do que uma língua, as pessoas com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade cognitiva dos mesmos. 
   O AEE deve ser visto como uma construção e reconstrução e deve ser articulado por metodologias de ensino que levem o aluno a apender a aprender numa abordagem bilíngue. O AEE para OS deve acontecer em três momentos: em libras, de libras e AEE para o ensino da Língua Portuguesa.
 O professor de AEE deve procurar parceiros e colaboradores envolvendo toda a família e comunidade escolar no processo de aprendizagem. As salas de recursos multifuncionais devem conter recurso e materiais diversificados para facilitar o processo.

 È primordial valorizar as diferenças humanas e aprender com o diferente, não pela diferença que sua deficiência impõe, mas pela singularidade se sermos diferentes enquanto condição humana.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

  




                                                    Audiodescrição


 A audiodescrição é um recurso da tecnologia asssistiva para deficientes visuais, eles traduzem em palavras as imagens que não podem ser vistas possibilitando que a pessoa desfrute da informação ou imagem da mesma forma que alguém que enxerga para que possam ser incluídos no mundo dos videntes proporcionando a sua participação efetiva em diversos atividades desenvolvidas, tanto na escola como em eventos fora dela.
   O conteúdo audiovisual é formado pelo som e pela imagem, que juntos se completam.
   Este recurso tão importante e promissor vem aproximando cada vez mais o lazer, a arte, a cultura e o conhecimento às pessoas com baixa visão ou cegueira de maneira prazerosa e qualificada.




quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Deficiência Intelectual - Jogos que auxiliam na aprendizagem



A deficiência intelectual refere-se a limitações substanciais no desenvolvimento corrente. Caracteriza-se por um funcionamento intelectual significativamente inferior à média, que ocorre juntamente com limitações associadas em duas ou mais das seguintes áreas de habilidades adaptativas possíveis: comunicação, cuidado pessoal, vida doméstica, habilidades sociais, utilização da comunidade, autogoverno, saúde e segurança, habilidades acadêmicas funcionais, lazer e trabalho. A deficiência intelectual manifesta-se antes dos 18 anos.
A DI constitui uma condição permanente, embora não imutável. Por isso, é correto incluir a DI, como faz este livro, na seção das necessidades educativas especiais de caráter permanente, ainda que o desafio do educador consista justamente em tratar de mudar para melhor o grau da capacidade deficiente do educando.
Importantes conceitos comuns a diversos modelos cognitivos são aplicáveis à DI. A pessoa com deficiência tem dificuldades especiais em adquirir conhecimentos. Suas dificuldades parecem ter a ver com todos os processos cognitivos e os parâmetros de inteligência. Concretamente:
1. Se a inteligência se caracteriza em termos tanto de velocidade como de eficiência de processamento, de aprendizagem, de aquisição de conhecimentos, isso significa que os sujeitos com deficiência são mais lentos e também menos eficientes em processar, em aprender.
2. Se na eficácia de novas aprendizagens são relevantes tanto a base e a organização de conhecimentos prévios como as estratégias de processar e aprender, nos sujeitos com de deficiência supõe-se que há déficit não apenas nas destrezas e nos saberes prévios, mas também nas estratégias.

A intervenção em pessoas com DI deve ter lugar em âmbitos variados. Muitas vezes, é necessária em funções de motricidade ou de articulação física da linguagem. Por outro lado, a educação escolar também é um modo de intervenção. O nível de uma intervenção básica refere-se não a funções físicas motrizes ou de linguagem, nem tampouco a aprendizagens escolares propriamente ditas, a repertórios de conhecimentos, mas sim àquelas limitações em capacidades adaptativas às quais precisamente se refere o conceito de DI. A verdade é que, quando os objetivos educacionais, os do currículo, são formulados em termos de capacidades básicas, é difícil distinguir entre educação – ou currículo – e outro intervenção supostamente mais básica e fundamental. Em qualquer caso, é evidente que certas destrezas de autonomia elementar – vestir-se, comer sem ajuda, controlar os esfíncteres ou viajar sozinho em transporte público – se encontram em uma ordem diferente, por exemplo, do saber ler ou do saber multiplicar.


RESUMO: O jogo em sala de aula é um valioso instrumento educacional e se bem direcionado irá contribuir de maneira positiva, no processo de ensino aprendizagem. É importante ressaltar que faz parte desse processo a garantia da participação constante de todos os envolvidos. O jogo não deve ser visto apenas como passa tempo no “final da aula”, mas sim, como uma ferramenta para auxiliar o professor na sua tarefa de ensinar e aprender. Acreditando no beneficio que o jogo traz especificamente para os alunos, este trabalho foi desenvolvido utilizando jogos como recurso lúdico pedagógico.


Brincar não é perder tempo, é ganhá-lo. É triste ter meninos sem escola, 
mas mais triste é vê-los enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, 
sem valor para a formação humana". 

Carlos Drumond de Andrade


Jogo de quebra cabeça



Trago para vocês uma ideia maravilhosa retirada de revista Maestra Infantil para trabalhar com crianças em creches e pré escolas e acredito que com as crianças DI seria muito interessante.
A primeira e genial ideia é esse quebra cabeça com caixas de papelão.
Você pode aproveitar todos os lados das caixas para fazer quebra cabeças diversos com figuras simples como sol, lua, estrela, nuvem , ou mudando de tema colocar um carrinho, uma boneca, ou ainda uma girafa, um cachorrinho...
Basta conseguir as caixas, forrar com jornais velhos e colorir ou forrar com TNT ou feltro , imprimir as figuras no tamanho desejado e colar as partes ou, em caso de um quebra cabeça gigante como o da foto fazer as figuras com papel cartão ou EVA e dividí-las em pedaços e colar.
Vai dar um pouco de trabalho, mas o resultado será espetacular e as crianças não amar.

Quebra Cabeça Pedagógico para crianças de Creches e Pré Escolas.

Objetivo geral: 
Proporcionar diferentes jogos enquanto estímulos essenciais para o desenvolvimento 
cognitivo e afetivo do aluno, enfocando o jogo como interação social no processo de 
construção dos conhecimentos de forma prazerosa, assim antecipa o seu desenvolvimento, 
expande a imaginação, adquire motivação, habilidades e atitudes necessárias à sua 
participação social de tal forma que possibilite o aluno descobrir, vivenciar, e modificar regras 
respeitando a individualidade. 



Referencias:

LIVRO: Desenvolvimento psicológico e educação
Transtorno de desenvolvimento e necessidades educativas especiais, vol 3
2ª  edição
 
 AXLINE, Virginia Mae; A dinâmica interior da criança: Ludoterapia. School of Education; 
New York University; Introdução: Carl R Rogers. Ed Interlivros – BH/MG, 
 
LEITE, Eliane Pisomi. Psicologia Acupuntura Psicopedagogia – Ludoterapia. CRIAR, em 
junho de 2006.